Pomerode: turismo, indústria forte e economia em crescimento

Pomerode: turismo forte, indústria aquecida e uma economia que cresce sem abrir mão da identidade


Quando se fala em Pomerode, é natural pensar primeiro nas casas enxaimel, na cultura germânica, na Festa Pomerana, na Osterfest e nos milhares de turistas caminhando pelo Centro da cidade.

Mas existe uma Pomerode que nem todo visitante percebe.

Atrás da cidade turística existe uma economia industrial bastante relevante, empresas com atuação nacional e internacional, novos investimentos privados, um calendário de eventos que movimenta praticamente o ano inteiro e uma preocupação crescente em controlar a expansão urbana para não perder justamente aquilo que tornou Pomerode diferente.

Para uma cidade com pouco mais de 34 mil habitantes no Censo de 2022, os números chamam atenção. O PIB per capita de Pomerode chegou a R$ 92.877 em 2023, segundo o IBGE.

E talvez esteja aí um dos pontos mais interessantes da economia local:

Pomerode não depende de uma única atividade.

Turismo e indústria se complementam.


Uma cidade pequena que recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano

A dimensão do turismo de Pomerode fica mais clara quando colocamos os números lado a lado.

A cidade possui pouco mais de 34 mil moradores, mas recebe aproximadamente 1 milhão de visitantes por ano, segundo a Associação Visite Pomerode.

Na prática, isso significa receber ao longo do ano um número de visitantes equivalente a várias dezenas de vezes sua população residente.

E esse fluxo não está mais concentrado apenas em uma festa.

Pomerode conseguiu construir algo que muitos destinos turísticos procuram durante anos: um calendário capaz de distribuir visitantes por diferentes épocas do ano.

Janeiro começa com a tradicional Festa Pomerana, que celebra a colonização e os costumes germânicos.

Pouco depois chega a Osterfest.

No inverno, o Festival Gastronômico de Pomerode transforma a gastronomia em atração turística. Somente a edição de 2024 recebeu cerca de 32 mil visitantes, com mais de 100 pratos apresentados pelos restaurantes participantes.

Ao longo do ano aparecem ainda provas esportivas, encontros culturais, eventos ligados ao ciclismo, dança, corrida e outras programações.

Esse modelo diminui a dependência de uma única temporada.


A Páscoa colocou Pomerode no mapa nacional

A Osterfest talvez seja o melhor exemplo de como uma tradição cultural pode se transformar em produto turístico sem necessariamente perder sua origem.

A festa nasceu a partir dos costumes de Páscoa trazidos pelos imigrantes germânicos e ganhou proporções nacionais.

Hoje Pomerode abriga duas atrações reconhecidas pelo Guinness World Records: o maior ovo de Páscoa decorado do mundo e a maior árvore de Páscoa formada por casquinhas naturais.

O ovo atual chegou ao recorde de 16,72 metros de altura e 10,88 metros de largura.

Na edição de 2026, a expectativa era receber aproximadamente 200 mil pessoas durante a Osterfest.

Para uma cidade desse tamanho, é um impacto considerável sobre hospedagens, restaurantes, comércio, transporte, atrações e locações por temporada.


Pomerode também virou referência turística fora de Santa Catarina

O crescimento do turismo não passou despercebido.

No Prêmio Melhores Destinos 2023/2024, escolhido por mais de 26 mil participantes, Pomerode ficou em primeiro lugar entre os destinos nacionais, alcançando nota 9,27 e avaliações especialmente altas em gastronomia, atrações e custo-benefício.

A Rota do Enxaimel também ganhou reconhecimento internacional.

Além de ter sido reconhecida pela iniciativa Best Tourism Villages da Organização Mundial do Turismo, a região recebeu certificação da Green Destinations por práticas relacionadas ao turismo sustentável.

E talvez esse seja um dos melhores exemplos do caminho que Pomerode procura seguir.

Não transformar a cidade em um grande parque artificial, mas transformar aquilo que ela já possui em experiência turística.

Casas.

Famílias.

Gastronomia.

Natureza.

História.

Arquitetura.


Mas pensar que Pomerode vive de turismo seria um erro

Essa é provavelmente uma das maiores interpretações equivocadas sobre a cidade.

O turista vê parques, restaurantes, lojas e arquitetura típica.

O morador conhece também as fábricas.

Pomerode possui uma tradição industrial muito forte e abriga empresas importantes dos setores têxtil, metalmecânico, máquinas e equipamentos, tecnologia industrial e outros segmentos.

Entre elas estão Grupo Kyly, Fakini, Bosch, NETZSCH e ANDRITZ.

A Bosch mantém operação industrial no município.

A NETZSCH possui uma história de mais de cinco décadas no Brasil e mantém em Pomerode uma de suas principais estruturas industriais. Somente a divisão de Bombas & Sistemas da empresa informa possuir mais de 1.000 colaboradores no país, tendo a fábrica de Pomerode como sua principal unidade brasileira.

A ANDRITZ também mantém operação no município desde 2004. Sua unidade ocupa cerca de 46 mil m² e emprega mais de 200 pessoas. Andritz

Kyly e Fakini reforçam a tradição têxtil que há décadas faz parte da economia da cidade.

Portanto, quando alguém pergunta:

"Mas Pomerode não depende demais do turismo?"

A resposta precisa considerar esse outro lado.

Não.

Existe uma base industrial relevante funcionando paralelamente.


Uma economia quase dividida entre duas forças

Uma forma interessante de enxergar Pomerode é observar como turismo, comércio e serviços passaram a contrabalançar uma cidade historicamente industrial.

Em levantamentos econômicos locais utilizados como referência, essa composição aparece próxima de 49% ligada às atividades de turismo, comércio e serviços e 51% à força industrial.

Mais importante do que discutir um ponto percentual para cada lado é compreender o que isso representa.

Existe equilíbrio.

Quando um visitante chega à cidade, encontra uma economia turística ativa.

Quando alguém decide morar em Pomerode, encontra também indústria, empregos, fornecedores, comércio e empresas exportadoras.

Essa combinação reduz a dependência econômica de apenas um setor.


O próximo ciclo do turismo já começou

Outro sinal importante é observar para onde está indo o dinheiro privado.

Novos projetos estão sendo preparados para ampliar a permanência do visitante na cidade.

Isso é diferente de simplesmente trazer mais pessoas.

A lógica agora parece ser fazer com que quem já visita Pomerode tenha mais motivos para permanecer por dois, três ou quatro dias.

Um teleférico está entre os novos projetos

Um dos investimentos turísticos anunciados para os próximos anos é um teleférico ligado ao Parque da Neve, com previsão de avanço das obras a partir de 2026.

O projeto pretende acrescentar uma nova experiência turística e ampliar o conjunto de atrações permanentes da cidade.

É significativo porque Pomerode começa a entrar em uma nova fase.

Durante muitos anos, o turismo estava fortemente baseado em cultura, gastronomia, compras e eventos.

Agora passam a ganhar espaço também atrações de entretenimento de maior porte.


O Zoo Pomerode também prepara uma nova fase

O Zoo Pomerode é um dos atrativos mais antigos e conhecidos da cidade e vem passando por um processo de modernização e expansão.

Os projetos anunciados para seu desenvolvimento incluem novas experiências de contato e observação dos animais, com áreas mais amplas e conceitos próximos de um safári, aumentando novamente o potencial turístico da região.

A lógica acompanha uma tendência mundial dos parques zoológicos modernos: ambientes maiores, experiências educativas e maior valorização da conservação.

Para Pomerode, representa mais uma atração capaz de fazer o visitante permanecer na cidade por mais tempo.


Spitz Pomer prepara novo complexo no Centro

Outro investimento relevante acontecerá praticamente no coração turístico de Pomerode.

Os responsáveis pelo Spitz Pomer anunciaram um novo complexo com mercado gastronômico e centro de eventos, utilizando galpões existentes atrás do parque.

O investimento anunciado é de aproximadamente R$ 7 milhões.

É um projeto especialmente interessante porque une três atividades que já funcionam muito bem na cidade:

gastronomia, turismo e eventos.

Em vez de depender apenas dos grandes acontecimentos anuais, estruturas desse tipo ajudam a criar movimento durante períodos comuns do calendário.


O varejo também está apostando no crescimento de Pomerode

Grandes redes dificilmente realizam investimentos milionários em cidades onde não identificam potencial de consumo e crescimento.

E Pomerode começou a chamar a atenção também nesse sentido.

A Cooper anunciou sua primeira unidade no município, com mais de R$ 40 milhões em investimentos e mais de 6 mil m² de área construída.

A previsão informada pela empresa é gerar entre 150 e 160 empregos diretos, com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Paralelamente, o Komprão também vem ampliando sua presença na cidade.

Esses movimentos dizem bastante sobre a transformação do município.

O crescimento não está acontecendo somente em hotéis e atrações.

Está chegando também ao varejo, serviços e mercado imobiliário.

O desafio agora não é crescer. É crescer direito.

Talvez aqui esteja a discussão mais importante sobre o futuro de Pomerode.

Existe uma diferença entre desenvolvimento e crescimento descontrolado.

Pomerode poderia simplesmente permitir uma verticalização acelerada e aproveitar ao máximo cada terreno disponível.

Mas isso poderia produzir uma consequência difícil de reverter.

A cidade perderia justamente aquilo que está valorizando seus imóveis, fortalecendo o turismo e atraindo novos moradores.

Paisagem.

Vegetação.

Arquitetura.

Montanhas.

Casas históricas.

Escala urbana.

O novo Código Urbanístico e Plano Diretor estabelece regras específicas destinadas à preservação das relações visuais, culturais e paisagísticas, incluindo limitações de altura e critérios especiais para construções próximas a conjuntos de interesse histórico.

Isso significa que Pomerode possui barreiras urbanísticas que dificultam uma verticalização indiscriminada em determinadas regiões.

E isso importa muito para o futuro da cidade.


Porque Pomerode não quer virar uma cidade genérica

Existe um risco comum em destinos turísticos que crescem rapidamente.

O lugar fica famoso por ser diferente.

Começa a receber investimentos.

Os terrenos valorizam.

Prédios aparecem.

O trânsito aumenta.

Grandes redes chegam.

E, alguns anos depois, a cidade começa a se parecer exatamente com todas as outras.

Pomerode tenta evitar esse caminho.

Não significa impedir novos empreendimentos.

Significa discutir onde, como e em qual escala eles serão construídos.

Preservar a arquitetura enxaimel, os corredores verdes, as montanhas visíveis e o aspecto germânico não é apenas uma questão sentimental.

É também uma questão econômica.

A identidade de Pomerode virou um ativo.

É parte do motivo pelo qual turistas vêm para cá.

É parte do motivo pelo qual pessoas querem morar aqui.

E é parte do motivo pelo qual imóveis em determinadas regiões se valorizam.


Natureza e cicloturismo fazem parte dessa estratégia

Outro segmento que cresceu bastante foi o turismo esportivo.

Corridas, mountain bike e ciclismo de estrada passaram a colocar Pomerode no calendário de atletas de outras regiões.

Eventos como a Meia Maratona e provas internacionais de ciclismo já chegaram a movimentar aproximadamente 15 mil pessoas em poucas semanas, entre competidores, acompanhantes e equipes.

Isso combina perfeitamente com uma cidade de estradas rurais, montanhas e paisagens preservadas.

E ajuda a explicar por que o cicloturismo deixou de ser apenas uma atividade esportiva e passou a fazer parte da estratégia turística regional.


E a segurança?

Esse é outro ponto frequentemente citado por quem escolhe Pomerode para morar.

A percepção cotidiana de segurança é um dos diferenciais da cidade, especialmente quando comparada aos grandes centros urbanos.

É preciso apenas ter cuidado com afirmações como "a cidade mais segura do Brasil" ou "um dos menores índices do país", porque rankings nacionais utilizam metodologias diferentes e nem sempre municípios pequenos possuem dados diretamente comparáveis.

O que se pode afirmar com mais segurança é que Pomerode apresenta uma dinâmica de segurança típica de municípios pequenos de Santa Catarina e uma percepção de tranquilidade que aparece repetidamente nas avaliações de moradores e visitantes.

Esse aspecto influencia tanto o turismo familiar quanto a decisão de pessoas que pensam em morar na cidade.


Turismo, indústria e qualidade de vida estão começando a se encontrar

Talvez o ponto mais importante seja perceber que todos esses assuntos estão conectados.

O turismo movimenta restaurantes, hospedagens, imóveis de curta temporada e atrações.

A indústria mantém uma base permanente de empregos e renda.

Novas redes varejistas aumentam a oferta de serviços.

Novos empreendimentos turísticos aumentam o tempo de permanência dos visitantes.

O Plano Diretor tenta controlar os efeitos desse crescimento.

E a cultura preservada continua sendo aquilo que diferencia a cidade.

É um ciclo econômico incomum para uma cidade desse tamanho.


Pomerode está crescendo, mas ainda escolhe como quer crescer

Existe uma frase recorrente quando uma cidade começa a se desenvolver:

"Daqui a pouco isso aqui vai virar outra cidade."

No caso de Pomerode, a discussão parece caminhar justamente na direção contrária.

Como crescer sem deixar de ser Pomerode?

O desenvolvimento já está acontecendo.

Empresas estão investindo.

Novas atrações estão chegando.

O turismo já alcança aproximadamente 1 milhão de visitantes por ano.

A indústria continua forte.

O PIB per capita passa de R$ 92 mil.

A Cooper prepara um investimento superior a R$ 40 milhões.

O Spitz Pomer prepara uma nova área turística.

Novos projetos de lazer estão sendo planejados.

E ao mesmo tempo as regras urbanísticas procuram preservar a paisagem e o patrimônio.

Isso torna o momento atual de Pomerode particularmente interessante.


E para quem pensa em morar ou investir em Pomerode?

Turismo forte sozinho não faz uma cidade boa para viver.

Indústria forte também não.

Mas a combinação entre emprego, serviços, turismo, investimentos privados, segurança, cultura e controle urbano ajuda a explicar por que Pomerode passou a despertar interesse não apenas de visitantes, mas também de pessoas procurando um novo lugar para morar ou investir.

E é nesse ponto que entender a cidade faz diferença.

Um imóvel em Pomerode não deve ser analisado apenas pelo número de quartos, metragem ou preço.

A localização em relação ao crescimento da cidade, aos corredores turísticos, às áreas industriais, às novas atrações, aos acessos e às regras do Plano Diretor pode mudar completamente a leitura de uma propriedade.

Para quem está pesquisando imóveis em Pomerode, casas à venda, apartamentos, terrenos ou imóveis para investimento, conhecer essa transformação ajuda a tomar uma decisão mais consciente.

A Conecta Imóveis Pomerode acompanha esse desenvolvimento diariamente e procura apresentar não apenas imóveis disponíveis, mas o contexto de cada região da cidade.

Porque entender para onde Pomerode está crescendo pode ser tão importante quanto escolher o imóvel onde você pretende morar ou investir.

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